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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Invernada

Conhecido postal dos anos sessenta mostra três banhistas aproveitando a tranquilidade da Praia Principal, provavelmente na época da "invernada". Ao fundo, vemos outros banhistas em um pequeno grupo, além de maratimbas cuidando de suas embarcações e a "igrejinha" de Nossa Senhora da Penha em seu formato original.

Há quem prefira a calmaria desse período...


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Festa maratimba!

Praia Principal, década de 1960. Maratimbas exibem o seu troféu.


Bem desgastada pelo tempo, a foto chegou ao nosso conhecimento através de Riam Alves, neto de um dos pescadores da imagem e morador do bairro Santa Tereza, no Alto Marataízes.

terça-feira, 25 de abril de 2017

No balaio

Falamos de memórias bem vivas. Dois homens estão em seus animais de montaria. Chapéus para proteger do sol que, embora caminhando para o poente, ainda castigava os maratimbas que, certamente, estavam na lida desde muito cedo, desde antes mesmo de o sol surgir ao leste. Os balaios talvez estivessem cheios, talvez vazios. Deviam ter vendido tudo ou, então, estavam levando algum peixe para casa, para dar de comer aos seus.


Os homens passavam ao lado da antiga Igreja de Nossa Senhora da Penha, igrejinha dos anos vinte que seria mutilada nos oitenta. Talvez tenham pedido a benção dos céus. Era uma jornada que estava se encerrando. Vão para casa, descansar ou, quem sabe, ainda encontrar ânimo para remendar a rede, ajeitar um apetrecho aqui, outro ali. O hoje já foi e "amanhã tinha mais".

Ah, o balaio também pode carregar a saudade.

Foto compartilhada por Fábio Pirajá no grupo "Memória Capixaba".

segunda-feira, 20 de março de 2017

Baixa temporada


A chamada "alta temporada" costumava durar alguns meses. Desde os últimos dias de novembro, algumas casas de veraneio já ganhavam retoques para receber os seus moradores. Passavam dezembro, janeiro e fevereiro, indo embora geralmente após o carnaval. Aqueles que podiam esticar um pouco mais, retardavam a volta para as suas cidades de origem para depois da Festa das Canoas, no segundo domingo de março. Boa parte voltava na "Semana Santa", no feriado de "Corpus Christi" e nas férias de julho.

Agosto, setembro, outubro e a maior parte do mês de novembro serviam para alimentar a saudade dos moradores de temporada.  Também eram dias de calmaria nas ruas da cidade. A imagem acima, compartilhada por Bel Meleipe Peixoto, mostra exatamente o bucolismo em frente ao Praia Hotel, nos anos setenta. Maratimbas caminham tranquilamente com seus balaios certamente carregados. Ao fundo vemos a Igreja de Nossa Senhora da Penha ainda em seu formato original, assim como a Praia Principal.

Um clima de paz único que ainda habita a memória saudosa de muitos amantes da Pérola Capixaba.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Nobre manifestação da devoção de um povo simples

Marataízes, março de 1983.

Ao ensejo das comemorações da 106ª edição da Festa das Canoas, trazemos a imagem abaixo, compartilhada pelo Professor Luciano Retore Moreno. Ela retrata a procissão do Divino e da imagem de Nossa Senhora da Penha durante a Festa das Canoas daquele ano, ano em que também foi inaugurada a reforma e ampliação da Igreja Matriz.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Tradição e fé: 106ª Festa das Canoas

Imagem sem data definida retrata a Festa das Canoas. A foto compartilhada por Ronald Mignone.

Nascida há mais de um século a partir de uma manifestação popular, a Festa das Canoas é, sem dúvidas, o mais tradicional evento de Marataízes. Está inscrito no imaginário popular como um incontestável patrimônio cultural dos marataizenses. A devoção ao Divino marca a união dos pescadores, agradecidos pelo sustento trazido pelo mar.

Em 2016, a festa chega à sua 106ª edição. A Festa das Canoas tem início no próximo dia 10 (quinta-feira) e se encerra na segunda, dia 14 de março. Os organizadores preparam atrações musicais e religiosas, mantendo viva a tradição.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Arrastão!



Marataízes, Praia Principal, em 1969. Trazida à rede por Sylvio Carvalho, esta preciosidade mostra um traço identitário do autêntico maratimba (e, mais, do "maratimba marataizense")! 

O "arrastão" sempre reunia dezenas e, dependendo da fartura, mais de uma centena de pessoas para verificar de perto a sorte dos pescadores e, por vezes, levar algumas olhudas, roncadores e outros peixes menores. Os turistas ficavam maravilhados com todo aquele movimento. As crianças, os "maratimbinhas", se juntavam aos mais velhos na puxada da rede. Alguns observavam de longe, se deliciando com aquela cena pitoresca. 

O "arrastão" era um evento!