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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Bora!

Uma multidão se reúne para esperar o trio na Avenida Atlântica lá pelos idos dos anos noventa. O som que embalava a galera era a axé music de grande qualidade, fazendo um carnaval que uniu centenas de casais (separou outros, é verdade) e que deixou saudades em muita gente.


Registro de Junior Pereira. 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Marataízes em seus tempos de ouro

Essa é a Praia Central de Marataízes da década de 1970, que habita a memória de muitas pessoas e que, ainda hoje, provoca suspiros saudosos.

É possível ver o grande movimento de um dia ensolarado, provavelmente no verão, em frente ao Praia Hotel e boa parte da avenida Atlântica (do antigo "Chalé 70" em direção ao - também antigo - Xodó) sem pavimentação. Construções que hoje não fazem mais parte do cenário do local, pedestres, banhistas (muitos!), um típico maratimba e seu burrico carregando cestos de peixes (ou seriam verduras e frutas?), a restinga...

O riquíssimo achado reúne sete imagens e foi compartilhado na rede por Petter Meleipe. Convidamos a uma viagem pela nossa Pérola Capixaba. Desfrutem!








quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Um dia qualquer

A tranquilidade própria da Marataízes dos anos cinquenta...


Imagem compartilhada por Marisa Gonçalves Mignone Paixão.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Gabiões

Imagem do início dos anos 2000 mostra os alguns dos gabiões instalados com o objetivo de reverter os efeitos do avanço da maré na Praia Central.


Como é sabido, a solução para o problema veio apenas a partir da construção do píer, entre 2007 e 2008, e com o enrocamento e "engordamento" da praia nos anos seguintes.

Foto: Webfind.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Para lá e para cá

Avenida Atlântica, no Centro, em meados dos anos setenta. A pista de mão dupla com canteiro central (repleto de amendoeiras - aparentemente - e banquinhos para a contemplação da Praia Principal) denuncia tempos de tranquilidade com relação à erosão marinha. Anos antes, por volta de 1962 ou 1963, uma forte ressaca atingiu todo o quebra-mar.


Foto compartilhada na rede por Fabiano Marvila Moreira.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Invernada

Conhecido postal dos anos sessenta mostra três banhistas aproveitando a tranquilidade da Praia Principal, provavelmente na época da "invernada". Ao fundo, vemos outros banhistas em um pequeno grupo, além de maratimbas cuidando de suas embarcações e a "igrejinha" de Nossa Senhora da Penha em seu formato original.

Há quem prefira a calmaria desse período...


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Areia branca, fina e batida

Não sabemos vocês, mas temos uma saudade peculiar. Marataízes mudou muito, em todos os sentidos, e continua a mudar. Todos os dias. Estamos em constante mutação. Até aí, nenhuma novidade. Não alimentamos a ilusão de viver aquilo que passou. Mas vivemos saudades. E como vivemos!

Sobre a nossa saudade peculiar: a imagem abaixo denuncia. Encontrada na web, sem referência sobre a autoria, encontramos a nossa Praia Principal, provavelmente em 2009, com as suas areias ao natural: brancas e finas. E bem batida. Piso duro mesmo! Com maré baixa, virava uma imensa quadra com cocos ou "havaianas" servindo de traves e "peladas" rolando por toda a extensão da praia.


Não adianta. "Entrar na foto", com vez ou outra escrevemos, é uma vontade grande e sempre presente. Mas, hoje, a praia tem outra cara. As areias do aterro têm conchas do fundo do mar, são mais grossas e amareladas. O caminho até a água é mais longo. O pisar é mais cercado de cuidados.

Os engenheiros responsáveis pela obra que deu nova vida e nova cara à praia garantiram que, com o tempo (mas é muito tempo mesmo...), as areias brancas e finas voltarão. Enquanto isso, vivemos saudades.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Primórdios

Talvez seja o registro em foto mais antigo da Praia Principal. Podemos ver a Marataízes do ano de 1922, em data anterior à construção da Igreja de Nossa Senhora da Penha. O cenário é quase todo tomado pela configuração natural da praia, "salpicada" por algumas (pouquíssimas) construções.

Registrada em publicação sobre a qual não temos referência, a imagem foi compartilhada por Marisa Gonçalves Mignone Paixão.


Reproduzimos a seguir a legenda da imagem registrada na publicação. Ela nos fornece mais algumas preciosas informações sobre este momento da ocupação da praia.
"Marataízes em 1922. No primeiro plano, a 'sub-estação de força elétrica', inaugurada no governo do presidente Nestor Gomes. A casa assinalada, de madeira, foi construída pelo Sr. Mário Rezende e ficava onde hoje é a Avenida Lacerda de Aguiar".

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Festa maratimba!

Praia Principal, década de 1960. Maratimbas exibem o seu troféu.


Bem desgastada pelo tempo, a foto chegou ao nosso conhecimento através de Riam Alves, neto de um dos pescadores da imagem e morador do bairro Santa Tereza, no Alto Marataízes.

terça-feira, 25 de abril de 2017

No balaio

Falamos de memórias bem vivas. Dois homens estão em seus animais de montaria. Chapéus para proteger do sol que, embora caminhando para o poente, ainda castigava os maratimbas que, certamente, estavam na lida desde muito cedo, desde antes mesmo de o sol surgir ao leste. Os balaios talvez estivessem cheios, talvez vazios. Deviam ter vendido tudo ou, então, estavam levando algum peixe para casa, para dar de comer aos seus.


Os homens passavam ao lado da antiga Igreja de Nossa Senhora da Penha, igrejinha dos anos vinte que seria mutilada nos oitenta. Talvez tenham pedido a benção dos céus. Era uma jornada que estava se encerrando. Vão para casa, descansar ou, quem sabe, ainda encontrar ânimo para remendar a rede, ajeitar um apetrecho aqui, outro ali. O hoje já foi e "amanhã tinha mais".

Ah, o balaio também pode carregar a saudade.

Foto compartilhada por Fábio Pirajá no grupo "Memória Capixaba".

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Cartão de visita

A Praia Principal (ou Central) sempre foi o nosso principal cartão de visita para quem chega a Marataízes. Isso desde antes da supremacia do transporte rodoviário, a partir da década de cinquenta do último século, e a ligação da BR à nossa praia pela Safra x Marataízes. Os turistas que vinham de trem partindo de Cachoeiro passavam por Campo Acima, Vila e Barra antes de chegar ao "Largo da Estação" (aqui vai uma sugestão para batizar aquele local), no centro do principal balneário do sul do Estado. Dali caminhavam alguns metros e pronto: a "encantada" com suas areias brancas e finas e seu mar geralmente tranquilo.

As fotos que ilustram o post de hoje mostram certamente a visão que muitos visitantes tiveram por anos e anos ao chegar a Marataízes. É fácil imaginar a euforia de quem se deparava com esse cenário.

Estamos no fim dos anos setenta. A praia dividia com Guarapari a predileção sobretudo dos mineiros da Zona da Mata (Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Cataguases, Muriaé, Miraí...). Famílias inteiras se programavam durante o ano para uma temporada que poderia durar meses. Quem não podia se dar a esse luxo, aproveitava feriados como o da Semana Santa e enfrentava algumas horas de estrada passando por Eugenópolis, Itaperuna, Bom Jesus do Norte, Apiacá (ou Santo Eduardo, se preferissem a estrada pelo estado do Rio de Janeiro), até chegar à 101.


Na Safra, o coração acelerava. Está chegando! A cana compunha a paisagem, mas os vidros dos carros vinham abertos (até porque falamos de um tempo em que o ar-condicionado nos carros talvez não existisse nem na imaginação daqueles que adoravam exercitar a "futurologia") para sentir a brisa que, muitos garantem, mesmo no alto da Graúna, trazia o cheiro do mar. De repente, os primeiros postes. É o sinal de civilização. Pescoços esticados procuram o mar. E ele surge. Alegria!


As imagens foram feitas em frente ao antigo "Chalé 70". Em direção à praça central, vemos uma pista dupla e o calçamento aparentemente recém-feito. Ao fundo, o edifício Carone sendo construído. A Igreja Matriz também se destaca, assim como o icônico Praia Hotel.

Os registros foram compartilhados na rede por Fabiano Marvila Moreira.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Longe

De um tempo em que as distâncias eram um pouco maiores, a nossa Pérola no início dos anos oitenta. A avenida ainda não era pavimentada do antigo "Chalé 70" em direção ao "Xodó", o que aumentava a sensação da "lonjura" entre o centro e aquele badalado point da época. Pausa. Um suspiro para o "Xodó". Outro grande para o "Veleiros"...


Registro de Sergio de Camargo Baena.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Baixa temporada


A chamada "alta temporada" costumava durar alguns meses. Desde os últimos dias de novembro, algumas casas de veraneio já ganhavam retoques para receber os seus moradores. Passavam dezembro, janeiro e fevereiro, indo embora geralmente após o carnaval. Aqueles que podiam esticar um pouco mais, retardavam a volta para as suas cidades de origem para depois da Festa das Canoas, no segundo domingo de março. Boa parte voltava na "Semana Santa", no feriado de "Corpus Christi" e nas férias de julho.

Agosto, setembro, outubro e a maior parte do mês de novembro serviam para alimentar a saudade dos moradores de temporada.  Também eram dias de calmaria nas ruas da cidade. A imagem acima, compartilhada por Bel Meleipe Peixoto, mostra exatamente o bucolismo em frente ao Praia Hotel, nos anos setenta. Maratimbas caminham tranquilamente com seus balaios certamente carregados. Ao fundo vemos a Igreja de Nossa Senhora da Penha ainda em seu formato original, assim como a Praia Principal.

Um clima de paz único que ainda habita a memória saudosa de muitos amantes da Pérola Capixaba.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Peroá

Poesia em estado puro. Maratimbas legítimos desembarcam na Praia Principal orgulhosos da fartura da empreitada no mar.

Observa-se, além da generosa quantidade de peroás, as vestimentas típicas dos pescadores tradicionais: chapéus de abas largas, camisa meio desabotoada e calças compridas (algumas dobradas até um pouco abaixo dos joelhos). A embarcação também merece destaque. A propulsão a motor ainda não era uma realidade nos anos cinquenta, tornando a vela um recurso indispensável.


Imagem compartilhada na rede por Vera Lice Machado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mineiros

A felicidade retratada. O grupo de turistas vindos de Belo Horizonte posa em frente ao Condomínio do Meio, na Praia Principal, em 1968.

Destacam-se no canto direito da imagem pescadores, típicos maratimbas, fazendo o "arrasto". Também chama a atenção a presença de uma pequena duna sustentada pela vegetação de restinga.


A imagem foi postada na rede por Izabela Marinuzzi.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sal e Mel

Empreendimento que marcou época em Marataízes a partir de fins dos anos oitenta, a "Sal e Mel" era um ponto de encontro certo entre "jovens de várias idades". De início, a "Sal e Mel" era apenas uma sorveteria. Com o tempo, o leque de produtos aumentou com a oferta de pizza self-service, algo então inédito por aqui. O ambiente agradabilíssimo era outro grande diferencial do estabelecimento.

Desde o início da década passada, muito em função dos problemas causados pelo avanço da maré, a "Sal e Mel" fechou as suas portas. O ponto permanece lá, intacto, e muitos, incluindo nós aqui da Memória Marataízes, esperam ansiosos por uma reinauguração.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sendo criança

Convenhamos que ser criança, hoje, em Marataízes, não é uma tarefa fácil. Falta áreas de lazer, sejam elas públicas ou privadas. Nem sempre foi assim. A Memória Marataízes resgata parte da "Cidadezinha do Iate", área do clube que reproduzia uma cidade típica do "Velho Oeste" dos EUA. A imagem, compartilhada por Victor de Moura, nos leva aos áureos anos oitenta, alimentando a certeza da falta que esses espaços fazem em nossa cidade.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

K-bana

A K-bana marcou inúmeras temporadas de verão em Marataízes entre os anos 60 e 70. Inicialmente localizada na praça central, o estabelecimento foi transferido para a esquina onde hoje está localizado o restaurante de frutos do mar Pier Grill.

A imagem abaixo pertence ao acervo de "O Jornal" e mostra a K-bana em meados da década de sessenta do último século.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Relembrando Marathayzis

Marília Braga

Não me lembro a primeiro vez que fui a Marataízes, pois ainda não tinha nem um ano. Meu avô materno construiu uma das primeiras casas da praia, na beira do mar, onde hoje é uma extensão do Praia Hotel. Ele adorava dizer: "Marilia, aqui abunda a pita", e soltava uma gostosa gargalhada. Para mim era o Paraíso na Terra! Logo após o Natal, os cachoeirenses, os turistas e a "mineirada" começavam a chegar, e a estação de veraneio durava até depois do carnaval. De manhãzinha corríamos para a praia, quando dava fome era só entrar na casa, pegar um pedaço de pão ou uma banana dos cachos que ficavam pendurados na sala para a criançada (os macaquinhos) e voltar correndo para o mar. À tardinha, na varanda, competíamos para ver quem enxergava primeiro as velas coloridas dos barcos apontarem no alto mar. Quando atracavam, na frente da igrejinha, minha avó corria lá para barganhar com os pescadores os camarões, garoupas, peroás...

Quando morava fora do Brasil, nas horas tristes era só fechar os olhos e imaginar aqueles almoços maravilhosos com a família barulhenta em volta da mesa, saboreando os sururus catados na pedra pelo meu avô, as moquecas, os peroás recheados de farofa apimentada, assados com a pele no fogão à lenha, as melancias, os abacaxis suculentos, as manguinhas carlotinhas, as papas de milho... Lá fora os toque-toques dos tamancos de pau nas calçadas, comemoravam a libertação dos sapatos, e ao fundo o eterno som das ondas quebrando na praia...

Hoje, ao regressar a Marataízes, que tristeza: lá se foi a igrejinha, lá se foi a praia, a pedra que demarcava as marés, os barcos a vela, os cargueiros dos vendedores a cavalo... nossa casa na praia... meu avô, minha avó...


Como diz minha tia Vina: Marataízes deveria chamar "outra coisa", pois aquela não existe mais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Máquinas de esperança

O fim da década passada foi marcado por uma sensação de esperança, uma atmosfera de retorno aos áureos tempos de Marataízes. A obra de recuperação da Praia Central foi acompanhada por todos aqueles que queriam ver a nossa Pérola Capixaba reavivar seu brilho depois de anos de convívio com o avanço da maré.


A foto compartilhada por Thiago Guimarães mostra banhistas em uma típica tarde de verão "maratimba".