É uma atmosfera única e muito especial. São cenas que todo ano se repetem, invariavelmente. As casas de veraneio ganham os últimos retoques para receber os visitantes. Empreendedores sazonais e aqueles que "seguram o rojão" durante a "baixa temporada" também dão uma mão de tinta nas paredes e checam o estoque para abrirem as portas. Apesar dos pesares, dessa nuvem densa e depressiva que paira há muito sobre o país, nossa gente se esforça para sorrir à espera dos dias quentes, coloridos e felizes do verão. É aquele frenesi que se aproxima. Carros, pessoas, sons e um marcante cheiro de protetor solar e milho cozido pelo ar.
Saudosistas de um tempo que tem cadeira cativa na memória, sabemos que certos lugares e até mesmo muitos costumes não voltam. Foram engolidos pela ambição desvairada ou mesmo por algumas ações desastrosas, em que pesem as boas intenções, mas também pelo monstro pós-moderno, esse mesmo que não se preocupa com a posteridade, cujos valores estão presos ao instantâneo. O que vale é o agora e nada mais. O instante seguinte, não sabemos. A memória sobre tudo isso, muito menos. Mas, somos teimosos. Românticos, diriam alguns. Bobos, iludidos, quem sabe. Tudo bem, insistimos porque uma convicção nos acompanha: não preservar a memória é o mesmo que não preservar nosso lugar, nossas origens e aquilo que nos faz bem. E quem é que, em sã consciência, quer se sentir mal?
Lembramos dos momentos que, de alguma forma, nos fazem bem. Nossa missão é provocar suspiros - alguns doídos -, sorrisos, lágrimas de saudades e vontade de viver em felicidade. Ainda lembramos daquilo que tem potencial para nos ensinar, provocando a reflexão de forma a evitar a ocorrência das citadas ações desastrosas. Mas lembramos também que podemos colocar o pé no freio e resistir ao monstro. Quando ele chegar com a urgência e a sua fome por velocidade, que pensemos em prosear, em gargalhar, em cultivar o tête à tête. Em ficar nas calçadas com boas companhias, madrugar ao som de um violão e curtir a brisa única do nosso lugar. Teremos, então, novas memórias. Memórias maravilhosas de uma Marataízes que, sim, a um novo modo, pode ser cada vez mais queridas por todos.
Essa turma aí, posando em um "buggy", entre algumas pranchas de surf, guarda lembranças mágicas desse verão de 1986. Não há dúvida disso. E essa imagem nos coloca no clima. Vamos fazer um verão de grandes memórias!
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domingo, 10 de dezembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Ainda com a águia
Registro de Sergio Aride, feito em 1988, mostra o "Palácio das Águias", na Barra do Itapemirim, já em estágio avançadíssimo de degradação. As linhas originais da construção, porém, estão bem visíveis, bem como a águia no entrocamento entre a fachada frontal e uma das laterais.
Patrimônio histórico tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, o imóvel foi reformado e entregue à população em 2010. A edificação abriga a Biblioteca Municipal e recebe inúmeros eventos culturais.
Patrimônio histórico tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, o imóvel foi reformado e entregue à população em 2010. A edificação abriga a Biblioteca Municipal e recebe inúmeros eventos culturais.
segunda-feira, 27 de março de 2017
Longe
De um tempo em que as distâncias eram um pouco maiores, a nossa Pérola no início dos anos oitenta. A avenida ainda não era pavimentada do antigo "Chalé 70" em direção ao "Xodó", o que aumentava a sensação da "lonjura" entre o centro e aquele badalado point da época. Pausa. Um suspiro para o "Xodó". Outro grande para o "Veleiros"...
Registro de Sergio de Camargo Baena.
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sexta-feira, 24 de março de 2017
Voo
Convidamos a todos para um voo ao ano de 1989.
Imagens fantásticas de uma Marataízes que deixou saudades. As ruas sem calçamento e a Praia Principal (ou Central) em seu formato original, com areias brancas e finas, chamam a atenção. Um dos primeiros "focos" do vídeo foi para a então recém-inaugurada ponte lingando a Barra do Itapemirim ao Pontal. Também merece destaque ocupação ainda não consolidada de diversos bairros do balneário, que ainda integrava o município de Itapemirim.
À Lagoa do Meio, um comentário especial. Bem maior do que hoje em dia, ela ocupava praticamente todo o lado oposto aos bairros Cidade Nova e Arraias. Conseguimos imaginar como a Lagoa do Meio poderia (e ainda pode, na verdade) estar em uma situação bem diferente daquela que, de forma triste, somos forçados a ver.
O filme é acompanhado de uma trilha sonora que nos faz entrar no clima de paz que ele nos transmite. Feito em uma manhã ensolarada a partir de um sobrevoo de ultraleve (os voos de ultraleve faziam muito sucesso na época), o vídeo, editado e compartilhado por Ronald Mignone a partir de imagens de Marcus Waiandt Filho, é um registro de uma época espetacular e, claro, extremamente saudosa.
Chequem os equipamentos de segurança e bom passeio!
Imagens fantásticas de uma Marataízes que deixou saudades. As ruas sem calçamento e a Praia Principal (ou Central) em seu formato original, com areias brancas e finas, chamam a atenção. Um dos primeiros "focos" do vídeo foi para a então recém-inaugurada ponte lingando a Barra do Itapemirim ao Pontal. Também merece destaque ocupação ainda não consolidada de diversos bairros do balneário, que ainda integrava o município de Itapemirim.
À Lagoa do Meio, um comentário especial. Bem maior do que hoje em dia, ela ocupava praticamente todo o lado oposto aos bairros Cidade Nova e Arraias. Conseguimos imaginar como a Lagoa do Meio poderia (e ainda pode, na verdade) estar em uma situação bem diferente daquela que, de forma triste, somos forçados a ver.
O filme é acompanhado de uma trilha sonora que nos faz entrar no clima de paz que ele nos transmite. Feito em uma manhã ensolarada a partir de um sobrevoo de ultraleve (os voos de ultraleve faziam muito sucesso na época), o vídeo, editado e compartilhado por Ronald Mignone a partir de imagens de Marcus Waiandt Filho, é um registro de uma época espetacular e, claro, extremamente saudosa.
Chequem os equipamentos de segurança e bom passeio!
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Laiá laiá laiá...
Cenas da quarta-feira de cinzas em Marataízes. Uma mistura de tristeza e confraternização.
A banda do maestro Zé Nogueira animava a alvorada. Era a despedida do carnaval. Ao mesmo tempo, era o convite para o próximo. A varanda do "Praia" lotada e milhares de foliões com energia para as últimas horas de diversão.
A banda do maestro Zé Nogueira animava a alvorada. Era a despedida do carnaval. Ao mesmo tempo, era o convite para o próximo. A varanda do "Praia" lotada e milhares de foliões com energia para as últimas horas de diversão.
Essas imagens cheias de saudade foram compartilhadas por Sergio Aride.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Unidas
O "Bloco das Piranhas" é um dos pontos alto do carnaval de Marataízes. As "meninas" se reúnem logo mais, a partir das 18 horas desta terça-feira de carnaval, 28, nas ruas da Barra do Itapemirim.

Houve um tempo, porém, que elas também saiam pelas "Unidas do Aquidabã", tradicionalíssimo
bloco que levava o nome de um bairro de Cachoeiro de Itapemirim e alegrava Marataízes nos anos 70 e 80. Sempre aos sábados e às terças, as "Unidas" desfilavam pelas ruas do centro do balneário e terminava (ou começava, a depender do ponto de vista) a folia em frente à igualmente tradicional padaria Paulo's.
Após algumas tentativas de reativação do bloco, entre idas e vindas, as "Unidas do Aquidabã" hoje fazem parte do imaginário dos memoráveis carnavais de Marataízes.
Abaixo, toda a irreverência do bloco em imagem compartilhada por Verônica Rache.

Houve um tempo, porém, que elas também saiam pelas "Unidas do Aquidabã", tradicionalíssimo
bloco que levava o nome de um bairro de Cachoeiro de Itapemirim e alegrava Marataízes nos anos 70 e 80. Sempre aos sábados e às terças, as "Unidas" desfilavam pelas ruas do centro do balneário e terminava (ou começava, a depender do ponto de vista) a folia em frente à igualmente tradicional padaria Paulo's.
Após algumas tentativas de reativação do bloco, entre idas e vindas, as "Unidas do Aquidabã" hoje fazem parte do imaginário dos memoráveis carnavais de Marataízes.
Abaixo, toda a irreverência do bloco em imagem compartilhada por Verônica Rache.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
De lá pra cá
Voltamos a fevereiro de 1983. Estamos na região do porto da Barra do Itapemirim. Vemos o mercado de peixes, as ruínas do Trapiche, o bar de madeira ao lado e uma estrutura de alvenaria no canto direito da imagem. Alguns homens no bar e outros sentados, além de uma bicicleta com uma caixa comumente usada por pescadores amarrada à garupeira também podem ser notados. Reparamos, ainda, na propaganda política pintada na parede branca.
A fotografia pertence ao acervo de Joel Pinto e foi compartilhada na rede por Sergio Neves.
A fotografia pertence ao acervo de Joel Pinto e foi compartilhada na rede por Sergio Neves.
domingo, 15 de janeiro de 2017
É Verão!
A escolha da "Garota Verão" e do "Garoto Pão" mobilizavam verdadeiras torcidas organizadas na alta temporada do Iate Clube de Marataízes.
Aqui, estamos no ano de 1988. O icônico fotógrafo Joarez registrou toda a animação das arquibancadas.
Foto postada originalmente por Mario Nemer.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Xodó
Há algum tempo, para chegar ao Xodó com mais rapidez, só com o auxílio de um como esse aí da imagem.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Sobre o adeus a ‘lugares de memória’
Pierre Nora estabelece uma condição para que determinado local seja chamado de “lugar de memória”. Para o historiador francês, a imaginação, seja ela individual ou coletiva, “o investe de uma aura simbólica”. Esse local, continua Nora, “só entra na categoria se for objeto de um ritual”. Numa tentativa de simplificar o conceito, podemos afirmar que os lugares de memória estão ligados à multiplicação de memórias particulares sobre um mesmo local, sendo este dono de um encantamento próprio, tornando-se uma referência.
Assim definimos o “Mickey”, tradicional casa de lanches do centro de Marataízes. Fundada no início dos anos oitenta, a lanchonete, caracterizada por sua estrutura em madeira, com portas “bang bang”, lembrando os “saloons” do velho oeste dos EUA, fez parte da vida de gerações de frequentadores do balneário. Sem margem para dúvidas, o Mickey marcou época ao lado de outras referências, como a padaria Paulos, as sorveterias Sal e Mel, Guri e Patinhas, o restaurante Gaivota e os já inexistentes Veleiros, Xodó, Boliche e Iate Clube.
Tomados pela surpresa, vimos a casinha do Mickey ser removida na manhã de ontem, segunda-feira, dia 24 de outubro de 2016. Os hóspedes do também tradicionalíssimo hotel Dona Balbina terão uma vizinhança diferente. Olharão para o outro lado da avenida com um aperto no peito. Não verão lá o famoso presépio que, a cada Natal, transformava o Mickey em um local de peregrinação. Não sentirão mais o perfume da indefectível e maravilhosa carne caseira.
Lá se vai mais um “lugar de memória”. Removeram os bancos, as madeiras, as portas bang bang, mas dificilmente removerão as memórias em torno daquele local das pessoas que viveram ou passaram por Marataízes nas últimas três décadas. Movidos por um “sebastianismo” que é só nosso, já esperamos saudosos pelo retorno do Mickey e de tantos outros “lugares de memória” que ajudaram a construir a Pérola Capixaba.
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Sendo criança
Convenhamos que ser criança, hoje, em Marataízes, não é uma tarefa fácil. Falta áreas de lazer, sejam elas públicas ou privadas. Nem sempre foi assim. A Memória Marataízes resgata parte da "Cidadezinha do Iate", área do clube que reproduzia uma cidade típica do "Velho Oeste" dos EUA. A imagem, compartilhada por Victor de Moura, nos leva aos áureos anos oitenta, alimentando a certeza da falta que esses espaços fazem em nossa cidade.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
"Cata-níquel"
O Alcides Bahiense nos lembra da viação Marapé, que por muitos anos atuou na concessão do serviço de transporte público em Marataízes.
terça-feira, 19 de julho de 2016
A Praia da Barra e seu dilema histórico
Ela tem dado sinais de recuperação nos últimos dias. Não é de hoje que a Praia da Barra, uma das mais charmosas e queridas do município, sofre com os efeitos cíclicos do avanço da maré. Já postamos aqui, inclusive, uma sequência de fotos de uma forte ressaca no local.
Esta imagem, datada do início dos anos oitenta, mostra o esforço para reestruturar a Avenida Beira Mar provavelmente após mais uma temporada em que a faixa de areia deu lugar às ondas.
Registro compartilhado na rede pelo Professor Luciano Retore Moreno.
Esta imagem, datada do início dos anos oitenta, mostra o esforço para reestruturar a Avenida Beira Mar provavelmente após mais uma temporada em que a faixa de areia deu lugar às ondas.
Registro compartilhado na rede pelo Professor Luciano Retore Moreno.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
87, do alto
A Sephora Michelini capturou essa imagem, em 1987, durante um voo de ultraleve. Os ultraleves foram uma "febre" em Marataízes durante as altas temporadas de fins dos anos 80 e início da década seguinte.
Aqui vemos parte da Praia Central com as antigas peixarias e a praça ainda em bom estado.
Aqui vemos parte da Praia Central com as antigas peixarias e a praça ainda em bom estado.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Painel de grandes lembranças
Voltamos aos tempos áureos do Iate Clube. Estamos nos anos setenta do último século. Aqui vemos em destaque, no centro da imagem, o Comodoro Élcio Sá, presidente do clube em sua fase de maior sucesso. Ao fundo, algumas das imagens que ocupavam as paredes do corredor principal do Iate, trazendo à memória noites de muita alegria: desfiles, carnavais, shows musicais e outras apresentações agitavam Marataízes durante boa parte do ano, atraindo para o balneário milhares de turistas de todas as partes do Brasil.
A foto foi compartilhada na rede por José Sérgio Xavier Aride.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Bora pro Iate!
Aí está um exemplar clássico do que podemos chamar de "lugar de memória". O Iate Clube de Marataízes embalou sonhos de algumas gerações e, sem dúvidas, está registrado na memória de milhares de pessoas em vários cantos do país.
Esta imagem aérea do clube foi compartilhada na rede por Glauter Moulin Coelho.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Lagoa e paz
Família reunida para curtir a Lagoa do Siri dos anos oitenta.
Este raro registro foi compartilhado por Valdiney Garcia.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Penha
Os católicos comemoram neste 04 de abril o Dia de Nossa Senhora da Penha, Padroeira do Espírito Santo e também de Marataízes.
A imagem de hoje traz um registro incrível da antiga Igreja Matriz que recebe o nome da Padroeira.
Esta linda fotografia, provavelmente datada do início dos anos 80, foi trazida à rede por José Sérgio Xavier Aride.
A imagem de hoje traz um registro incrível da antiga Igreja Matriz que recebe o nome da Padroeira.
Esta linda fotografia, provavelmente datada do início dos anos 80, foi trazida à rede por José Sérgio Xavier Aride.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Fim de semana, feriado e família na praia!
Tudo bem, não era um fim de semana de outono, mas da primavera de 1982. A imagem de hoje reúne crianças da tradicional família Mezher, desfrutando provavelmente da Praia da Barra daqueles saudosos tempos.
Este registro foi compartilhado na rede por Julisson Brumana.
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