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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Ainda com a águia

Registro de Sergio Aride, feito em 1988, mostra o "Palácio das Águias", na Barra do Itapemirim, já em estágio avançadíssimo de degradação. As linhas originais da construção, porém, estão bem visíveis, bem como a águia no entrocamento entre a fachada frontal e uma das laterais.


Patrimônio histórico tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, o imóvel foi reformado e entregue à população em 2010. A edificação abriga a Biblioteca Municipal e recebe inúmeros eventos culturais.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O passado e o descaso


Quem visitasse a região portuária da Barra do Itapemirim no ano de 2007 teria essa visão. Em nada remete a riqueza trazida na intensidade do movimento de barcos e balsas carregadas de café, açúcar, milho, madeira, entre outros produtos, em fins do século XIX e início do XX. Desse tempo, até então, apenas a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes tinha sobrevivido sem maiores traumas. O Trapiche e o Solar dos Soares, o "Palácio das Águias", acusaram o golpe da ausência de investimentos no porto e da adoção de outras vias para o escoamento dos gêneros agrícolas do sul capixaba. O ostracismo ao qual essa área foi submetida durante décadas ofuscou em parte a grandiosa história do local, ainda por ser contada plenamente.

Foto compartilhada por Victor de Moura.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Hollywood maratimba

Há quase cinco anos, em agosto de 2011, Marataízes sediou a I Mostra Capixaba de Audiovisual Histórico-Cultural. O evento aconteceu no Palácio das Águias, que tinha sido reformado recentemente, atraindo jovens de todos os cantos do estado para três dias de oficinas, palestras, debates, música e, claro, muita sétima arte genuinamente capixaba!


Foto do Cineclube Colorado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Saudosa Miralda

Toda cidade tem seus personagens. Geralmente são pessoas simples, com trajes e gestos peculiares, que caem no imaginário popular. No município-mãe, Nadinho vaga pelas ruas bicentenárias e, não raro, é encontrado sentado na porta da Igreja de Nossa Senhora do Amparo. Já na terra dos Braga, "Neném Doido" é presença certa na praça Jerônimo Monteiro e dentro de algum veículo da "Flecha Branca".

Aqui em Marataízes, tínhamos Miralda. Durante sua estada por aqui, ela sofreu com o preconceito e o descaso de muitos, fazendo-se companheira da tristeza e da indiferença. Algumas mães substituíam a lenda do "homem do saco" pela figura daquela senhora. As crianças "cortavam volta" da Miralda!

Segundo alguns relatos, durante grande parte de sua vida, Miralda sofreu de uma depressão pós-parto. Mas, na verdade, Miralda nunca teve filhos. Ela teria ficado bastante traumatizada devido à morte de seus pais. Sempre envolta em um pano branco, de sandálias de borracha nos pés, ela ajudava a compor a paisagem do nosso lugar.


Miralda partiu há aproximadamente quatro anos. A foto acima é de Fabiano Moreira.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Origens

Panorâmica da Barra do Itapemirim em seu núcleo original.


Na fotografia, provavelmente datada da década de 1920, vemos a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, no alto, em destaque, o Trapiche e o solar dos Soares, conhecido como Palácio das Águias, bem como outras construções e alguns vagões da Estrada de Ferro Itapemirim.

Registro compartilhado na rede por José Sérgio Xavier Aride.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ruínas

Ruínas do Palácio das Águias no ano de 2008 (vistas a partir da fachada lateral). A reforma do imóvel foi iniciada pouco tempo depois e concluída no ano de 2010. Desde então, o Palácio das Águias abriga oficialmente a Biblioteca Municipal.


Foto do Professor e Historiador Victor de Moura.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Uma águia do palácio

Uma das águias do palácio. Elas voaram.


Lindo registro que preserva a memória de muitos e a história de todos.

A imagem compõe o acervo da família Soares, mantido cuidadosamente por Ivilisi Soares de Azevedo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Pedro II anotou: "o espigão é a solução"!

Em vídeo produzido por Julio Tigre e Gabriel Borem como parte do projeto "Nó5", o Professor e Historiador Luciano Retore Moreno nos conta uma breve história da Barra do Itapemirim e seu "espigão". A obra foi indicada pelo imperador D. Pedro II que, em visita ao Espírito Santo, em 1860, indicou que a construção dessa espécie de quebra-mar poderia ser a solução para o calado do Itapemirim em sua foz.
O ilustre historiador muquiense Levy Rocha trata com grande detalhamento os dias do imperador na então província do Espírito Santo. Clique aqui para acessar na íntegra a terceira edição da obra "Viagem de Pedro II ao Espírito Santo" no endereço eletrônico do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo.


O problema é historicamente apontado como um dos grandes entraves ao desenvolvimento da navegação de cabotagem em nosso porto. Concluída ao longo da década de 1960, aproximadamente cem anos após a passagem de Pedro II, a obra não atingiu seu intento inicial. Contudo, em que pesem diversos impactos ambientais, o "espigão" serviu para que moradores e turistas tivessem acesso à Ilha de Taputera, um dos destinos mais belos do nosso litoral.

Agradecemos a colaboração de Zulmira Fontes.

domingo, 24 de maio de 2015

Trapiche: um quase epitáfio nada passional

Editorial


Fachada principal do Trapiche desabou na madrugada de hoje
Foto:Rubens Borges
Seis de maio último. Publicávamos aqui um texto com o título “O iminente e indesejável ‘tombamento’”, repercutindo matéria da TV Gazeta Sul sobre o risco representado pelas ruínas do Trapiche, na Barra do Itapemirim. Os restos da construção estavam em vias de desmoronar, podendo causar um acidente de graves proporções. Na ocasião, representantes da administração municipal estiveram no local para executar uma intervenção com o objetivo de conter a parede frontal do edifício. Aos fatos, então: a tal contenção foi realizada. Em que pesem as boas intenções, hoje sabemos, a ação foi infrutífera. O que restava da fachada do Trapiche desabou nas primeiras horas deste domingo (24) e, felizmente, ninguém ficou ferido (ao menos fisicamente). O imóvel havia sido tombado pelo Conselho Estadual de Cultura desde 1998 (a Resolução 01/98 - CEC foi publicada no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo em 17 de abril daquele ano). De lá para cá apenas promessas, discursos e nenhum projeto executivo visando à restauração - ou mesmo uma reforma - com cronograma estabelecido, nada de palpável como o que vimos com o “Palácio das Águias”, tombado através da mesma resolução, que, em 2010, foi entregue pelo Governo do Estado à sociedade para servir de abrigo à Biblioteca Municipal. Tristeza, claro. Lamentações, muitas. Todas justificáveis, absolutamente compreensíveis. Contudo, entendemos ser inútil abrir uma “caça às bruxas” para crucificar os eventuais culpados pelo crime. Que eles durmam com o moribundo, afinal “Inês é (quase) morta”. Interessa-nos o “day after”, melhor, o “now”. Permiso, Drummond: e agora, Josés? Fato é que, metaforicamente, a queda da fachada principal do Trapiche simboliza que sucumbimos à doença da sociedade do efêmero, do descartável, que despreza - muito pelo desconhecimento - seu passado e, por conseguinte, dá de ombros para seu patrimônio. E, reparem, falamos aqui apenas da faceta edificada deste patrimônio. Ao contrário das inúmeras iniciativas voltadas para o hoje, sabíamos há muito da tragédia que se abateria sobre o Trapiche, mas não poderíamos adivinhar a data do evento, nem se ele teria cobertura ao vivo por parte da imprensa. É bom deixar claro que não vivemos num cemitério de ideias. Elas existem e, antes de serem rechaçadas de parte a parte, devem ser valorizadas e, mais importante, articuladas para que sejam colocadas em prática de forma estruturada e orgânica. A depender do caminho escolhido para nossa Cultura, o Trapiche poderá ser lembrado como uma espécie de mártir, aquele que, com sua longa estadia na UTI, parece querer nos avisar: “Acordem, cabrunco! Salvem a História e a memória de Marataízes”!


quarta-feira, 6 de maio de 2015

O iminente e indesejável "tombamento"

Da Redação - Marataízes/ES

O que é sinônimo de história, um dos símbolos do desenvolvimento da Barra do Itapemirim, também representa uma grande ameaça. Construído em meado dos Oitocentos, reformado e ampliado ao fim do mesmo século, o Trapiche e as memórias ao seu redor "sobrevivem" através de ruínas. No entanto, o que restou da construção apresenta riscos cada vez mais claros de acidentes de grandes proporções.

Reportagem da TV Gazeta Sul veiculada nesta quarta-feira (06) mostrou a preocupação de moradores com a possibilidade de desabamento.

"Qualquer vento que der aí ou uma chuva, (o Trapiche) vai para o chão. Mas nós vamos pedir a Deus que caia à noite e que não tenha ninguém por aqui", disse o soldador Lindolfo Louzada.

Assista à reportagem completa clicando aqui.

O imóvel foi tombado junto ao "Palácio das Águias" como patrimônio histórico pelo Governo do Estado por meio da Resolução nº 01/98 do Conselho Estadual de Cultura. Ainda de acordo com a matéria, a Prefeitura Municipal de Marataízes foi orientada pela Secretaria Estadual de Cultura - Secult e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN a realizar ações de contenção das ruínas.

Paliativo tem o objetivo de evitar o desmoronamento das ruínas
Foto: Assessoria de Comunicação / Prefeitura Municipal de Marataízes

Intervenção em caráter de urgência

A Prefeitura divulgou por meio de sua assessoria de comunicação algumas imagens do serviço para conter a parede frontal e parte da lateral do Trapiche. Realizada na manhã de hoje, a intervenção consistiu em escorar as ruínas utilizando postes. Segundo a nota oficial, a Prefeitura está em contato com a Secult para tratar dos trâmites para uma reforma do imóvel sem, contudo, estabelecer prazos.