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segunda-feira, 19 de março de 2018

À exuberância da memória

Quando iniciamos o projeto "Memória Marataízes", há quatro anos, tínhamos a companhia de uma pequena ambição: reunir memórias, mesmo que esparsas, sobre nosso lugar. Conseguimos mais que isso. Aos poucos, mais pessoas foram chegando e compartilhando suas memórias entre si. Registramos algumas lembranças que corriam o risco de se perder. Tivemos a honra restabelecer contato entre velhos amigos com lembranças - algumas hilárias - em comum.

Em que pese o histórico descaso e a ignorância às vezes deliberada sobre aquilo que é "velho", "ultrapassado", não esmorecemos. Sabemos que o resgate, a preservação, a valorização e a divulgação dessas memórias são fundamentais para uma sociedade adoecida, cada vez mais desorientada em meio ao bombardeio pós-moderno e seu o apelo à velocidade e à novidade. O apelo àquilo que é efêmero e artificial tornou-se um concorrente desleal, um assassino de memórias.

Nesse sentido, ainda que aparentemente desconexas, as memórias têm um fio condutor que contribui para construir a identidade local. Por sua vez, manter a identidade, em nosso entender, é condição sem a qual não se pode falar em desenvolvimento sustentável.

Modestamente, assim tentamos cumprir a nossa função social, apesar de algumas dificuldades, que são naturais a um trabalho voluntário e sem qualquer tipo de financiamento (aliás, com algumas despesas). Somos um esforço, tímido, que também deseja lançar luz sobre a necessidade contínua de se fazer algo mais para a memória, a cultura e a história de Marataízes.

Entramos em nosso quinto ano de existência na confiança de que não estamos sozinhos. O carinho que percebemos nas memórias compartilhadas nos trazem essa certeza. A "Memória Marataízes" segue sua jornada.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Memórias de família em Marataízes

As imagens a seguir são uma relíquia. Compartilhadas por Marco Vivacqua, o filme tem um pouco mais de 17 minutos de duração e registra, em cores, a Marataízes nos anos sessenta. Uma outra Marataízes, claro.

Ao assistir ao vídeo, mesmo para quem não viveu a época retratada, não é difícil compreender os motivos que provocaram e ainda provocam a paixão de muitos pela Praia Encantada. É possível sentir a paz do lugar em diversos momentos.

Vemos a família Vieira-Secchin-Vivacqua reunida. Crianças se divertindo com seus brinquedos de madeira, almoçando na varanda da - agora demolida - casa do sr. Átila Vivacqua e em animados banhos na Bacia das Turcas.

Logo em seu início, o filme mostra a Barra do Itapemirim e, do outro lado, a comunidade do Pontal, ainda com pouquíssimas casas. Em seguida, vemos uma rápida cena de carnaval. Também um outro carnaval, claro.

A antiga Igreja de Nossa Senhora da Penha, em sua forma original, merece um destaque especial. Posicionada estrategicamente de frente para a Praia Principal, ela recepciona maratimbas que regressam de mais um dia de trabalho enquanto guarda aquelas crianças que gastavam suas energias no mar. Chama a atenção, ainda, o famoso "vôlei" que existia na praça central.

Um paredão verde margeia toda a praia. Relativamente protegidas, as encostas - hoje temos de lembrança a "matinha" da avenida Domingos Martins - compunham o cenário junto das castanheiras.

Hábitos e costumes da época, como o comportamento geralmente envergonhado diante da câmera, os trajes de banho e, sobretudo, o convívio familiar dão o tom a este documento. Registros que nos fazem repensar os nossos dias e valores.

Desfrutem.


domingo, 10 de dezembro de 2017

No clima

É uma atmosfera única e muito especial. São cenas que todo ano se repetem, invariavelmente. As casas de veraneio ganham os últimos retoques para receber os visitantes. Empreendedores sazonais e aqueles que "seguram o rojão" durante a "baixa temporada" também dão uma mão de tinta nas paredes e checam o estoque para abrirem as portas. Apesar dos pesares, dessa nuvem densa e depressiva que paira há muito sobre o país, nossa gente se esforça para sorrir à espera dos dias quentes, coloridos e felizes do verão. É aquele frenesi que se aproxima. Carros, pessoas, sons e um marcante cheiro de protetor solar e milho cozido pelo ar.

Saudosistas de um tempo que tem cadeira cativa na memória, sabemos que certos lugares e até mesmo muitos costumes não voltam. Foram engolidos pela ambição desvairada ou mesmo por algumas ações desastrosas, em que pesem as boas intenções, mas também pelo monstro pós-moderno, esse mesmo que não se preocupa com a posteridade, cujos valores estão presos ao instantâneo. O que vale é o agora e nada mais. O instante seguinte, não sabemos. A memória sobre tudo isso, muito menos. Mas, somos teimosos. Românticos, diriam alguns. Bobos, iludidos, quem sabe. Tudo bem, insistimos porque uma convicção nos acompanha: não preservar a memória é o mesmo que não preservar nosso lugar, nossas origens e aquilo que nos faz bem. E quem é que, em sã consciência, quer se sentir mal?

Lembramos dos momentos que, de alguma forma, nos fazem bem. Nossa missão é provocar suspiros - alguns doídos -, sorrisos, lágrimas de saudades e vontade de viver em felicidade. Ainda lembramos daquilo que tem potencial para nos ensinar, provocando a reflexão de forma a evitar a ocorrência das citadas ações desastrosas. Mas lembramos também que podemos colocar o pé no freio e resistir ao monstro. Quando ele chegar com a urgência e a sua fome por velocidade, que pensemos em prosear, em gargalhar, em cultivar o tête à tête. Em ficar nas calçadas com boas companhias, madrugar ao som de um violão e curtir a brisa única do nosso lugar. Teremos, então, novas memórias. Memórias maravilhosas de uma Marataízes que, sim, a um novo modo, pode ser cada vez mais queridas por todos.


Essa turma aí, posando em um "buggy", entre algumas pranchas de surf, guarda lembranças mágicas desse verão de 1986. Não há dúvida disso. E essa imagem nos coloca no clima. Vamos fazer um verão de grandes memórias!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Parabéns!

Nossa homenagem para Ivilisi Soares de Azevedo, aniversariante do dia, aqui ao lado de seu pai, o coronel José Marques Machado Soares, na Barra do Itapemirim de início dos anos setenta.


Foto do acervo da família Soares.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Outro formato

A antiga Praça da Barra, que mais parecia um pequeno "parque. Datada de meados da década de 1970, a fotografia foi registrada das proximidades da Escola José Marcelino.


Imagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dica de Rubens Borges.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tão distante...

Anos 2000 e o Trapiche ainda conservava parte da fachada frontal. Se uma restauração talvez não seja viável tecnicamente, o imóvel ainda aguarda uma solução que preserve minimamente suas características arquitetônicas, além de conferir destaque à sua importância histórica para nosso município.


Foto publicada no site Morro do Moreno.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Vai ficar bom. Vai ficar saudade


Falamos aqui sobre como é difícil lidar com a perda dos "lugares de memória" ao tratar do desmanche da antiga lanchonete Mickey. Também já retratamos a famosa "Curva da Barra" antes de ser modificada para dar lugar à rotatória. Hoje é dia de mostrar a Praça da Barra em um dos últimos registros, feitos na semana passada, antes do início da reforma que dará a ela outras características.

Entendemos que as coisas mudam. Nada é para sempre e, definitivamente, não podemos viver aprisionados ao passado. As memórias, as relações afetivas com os espaços, contudo, precisam ser compreendidas e respeitadas. Aí mora um problema.

Há muito a população e comerciantes do local reclamavam pela reforma. É necessária. No entanto, as intervenções nos espaços públicos, via de regra, não são tratadas devidamente com o... público. Assim, ignoram-se pontos importantes e sepultam coleções de memórias. Tudo bem, alguns podem argumentar, nascerão outras. Certamente. Mas e as primeiras ainda vivas?

O chão será revestido com outros materiais e não mais as pedras portuguesas. Algumas árvores com décadas de existência foram arrancadas para que outras preencham a praça. Até mesmo o ar bucólico e histórico do lugar será substituído por um ambiente mais moderno, iluminado, com novos equipamentos que, não nos restam dúvidas, darão a Marataízes um espaço para o exercício do lazer e da sociabilidade importantíssimo. Afinal, como somos carentes desses espaços...

Nada disso parece resolver o problema das memórias, as primeiras, ainda vivas. Precisamos falar sobre isso. Pensar sobre isso. Agir sobre isso. Um local para abrigar as memórias, talvez, ajudaria bastante. Aliás, temos esses locais. Fisicamente.

Vai ficar bom, sim, mas vai ficar também a saudade.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Há ruína

Imagem compartilhada pelo Professor João Eurípides Franklin Leal nos traz o Trapiche, já em ruínas, em meados da década de 1970.


Não somos adeptos ao "se" na História. É inútil debruçar sobre aquilo que deveria ter sido feito - e, se deveria, não foi feito. A não ser para escancarar a omissão compartilhada de décadas a respeito da situação prédio. A imagem, contudo, deixa clara a oportunidade desperdiçada de termos, hoje, um conjunto arquitetônico belíssimo preservado de modo quase integral na região portuária da Barra do Itapemirim.

Cabe-nos, então, lamentar, em que pesem as cíclicas promessas de restauração (sic) do imóvel. Mantemos a defesa da preservação das ruínas, com limpeza, sinalização e iluminação, bem como conferindo o devido (leia-se com o respeito às orientações estritamente técnicas) cuidado com o seu entorno, evitando intervenções desastradas que debilitem ainda mais o que resta, hoje apenas uma das paredes laterais e algumas colunas no interior do terreno.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Ainda com a águia

Registro de Sergio Aride, feito em 1988, mostra o "Palácio das Águias", na Barra do Itapemirim, já em estágio avançadíssimo de degradação. As linhas originais da construção, porém, estão bem visíveis, bem como a águia no entrocamento entre a fachada frontal e uma das laterais.


Patrimônio histórico tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, o imóvel foi reformado e entregue à população em 2010. A edificação abriga a Biblioteca Municipal e recebe inúmeros eventos culturais.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

No 'fim' da Barra

Família posa em frente a uma casa na avenida Cristiano Dias Lopes, na Barra, em fins dos anos setenta. Ao fundo, o caminho para a Vila.



Foto compartilhada por Julier Marconcini de Melo.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

A força do café

O registro abaixo mostra a primeira página da demonstração da receita e da despesa do município de Itapemirim durante o mês de março de 1893. Parte do "Fundo Fazenda", depositado no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, o documento é datado de abril daquele ano e deixa evidente a importância dos impostos cobrados sobre a exportação do café para o município. Do total de tributos arrecadados, mais de 95% estava diretamente relacionado ao comércio do grão pelo porto da Barra do Itapemirim.


É razoável inferir, portanto, que a extrema dependência do café para as finanças municipais foi crucial para a decadência econômica da região na medida em que, a partir dos governos republicanos, a capital capixaba recebia maiores investimentos em melhorias na infraestrutura logística para a exportação, retirando o protagonismo do porto da Barra do Itapemirim.

Da mesma forma, é aceitável a conclusão de que, ainda em 1893, apesar das inúmeras dificuldades operacionais no porto da Barra, era intensa movimentação de grandes navios cargueiros na chamada "Boca da Barra" (ponto de ancoragem possível dado o baixíssimo calado nas margens mais próximas ao Trapiche dos Soares). Geralmente, as embarcações vinham de Salvador e do Rio de Janeiro para carregar seus porões com o café produzido na região sul capixaba e no norte da zona da mata mineira. 

O documento foi compartilhado por Victor de Moura.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O passado e o descaso


Quem visitasse a região portuária da Barra do Itapemirim no ano de 2007 teria essa visão. Em nada remete a riqueza trazida na intensidade do movimento de barcos e balsas carregadas de café, açúcar, milho, madeira, entre outros produtos, em fins do século XIX e início do XX. Desse tempo, até então, apenas a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes tinha sobrevivido sem maiores traumas. O Trapiche e o Solar dos Soares, o "Palácio das Águias", acusaram o golpe da ausência de investimentos no porto e da adoção de outras vias para o escoamento dos gêneros agrícolas do sul capixaba. O ostracismo ao qual essa área foi submetida durante décadas ofuscou em parte a grandiosa história do local, ainda por ser contada plenamente.

Foto compartilhada por Victor de Moura.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Trabalho


Sempre que possível, rendemos homenagens aos trabalhadores do porto da Barra do Itapemirim. E sabemos que elas devem ser ainda mais presentes.

Na imagem acima, compartilhada pelo antigo portal "Marataízes.tur", vemos homens no cais do porto posando para a fotografia.

O ano era 1948. O grande número de trabalhadores revela que a intensidade do movimento no porto, embora diminuída em razão da ligação direta entre as regiões produtoras dos principais gêneros agrícolas exportáveis e os grandes centros, ainda era flagrante. Este movimento, mantido pelos autênticos maratimbas, ainda pode ser verificado todos os dias no local. Para a perpetuação da história dos trabalhadores do porto da Barra do Itapemirim.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Porto

Foto publicada na revista "Vida Capichaba" (escrita com esta grafia, com ch), trazida à rede por Ronald Mansur, mostra o Porto da Barra do Itapemirim nos anos vinte do último século. Com um fluxo ainda considerável, em que pesem as dificuldades habituais na navegação pelo Itapemirim, a nossa região portuária ainda fazia jus a registro na imprensa em âmbito estadual.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Elegância

A pose para ser retratado. Chapéus, ternos, postura altiva, o olhar quase sempre fixo no retratista. Uma aglomeração em frente à estação da Barra do Itapemirim, localizada na esquina das atuais avenida Simão Soares e rua Dr. Jaime Santos Neves. Não se sabe se chegavam, se partiam ou se apenas estavam por ali para observar o movimento das pessoas e cargas vindas de Cachoeiro e da região do Caparaó.

Anos quarenta do último século e o boom rodoviário ainda não havia engolido as ferrovias. Boa parte da produção cruzava o sul capixaba nos vagões e a cabotagem conferia intensidade ao porto da Barra que, embora precário em infraestrutura - um problema crônico que o acompanhou desde o início da navegação a vapor pelo Itapemirim, em fins do século XIX - ditava os rumos da economia microrregional. A elegância flagrante na imagem traz uma possível Belle Époque aos moldes locais, fruto desse vigor nas atividades portuárias.


O registro compõe o acervo da Família Soares, administrado por Ivilisi Soares de Azevedo. Esteve recentemente em exposição na antiga sede da Associação Cristã Beneficente - ACB, na Barra do Itapemirim.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Sete casas

Tudo bem que a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes ao fundo tenta roubar a cena, mas nós chamamos a atenção para outros personagens. Pés no chão, liberdade... Crianças brincam na rua conhecida como "das sete casas", no coração da Barra do Itapemirim dos anos setenta.

Infâncias e juventudes diversas foram forjadas com pés nos chão, nas ruas de terra da Barra, da Cidade Nova, do Centro e de tantos outros cantos que compõem nossa Marataízes. Sem qualquer exagero, podemos afirmar que essa fotografia consegue sintetizar o espírito, a atmosfera de uma época. Poucas geringonças eletrônicas, muitas brincadeiras nas ruas: pique-pega, pique-esconde, pique-alto, pique-bandeira, pique-qualquer-coisa, "boleba" (ou "bilosca" ou, ainda, "bola de gude"), pião, "golzinho fechado", pipa, guerrinha de mamona, entre tantas outras brincadeiras eram parte da rotina. Daria até para fazer uma enciclopédia das brincadeiras de rua (será que existe?).

Enfim, essa Barra ainda habita corações e mentes meio "sebastianistas", sabe?.. Será que, mesmo em sentido oposto à correnteza, ainda dá para resgatar esse espírito, essa atmosfera? Um tempo que corria mais devagar e que, ainda assim, passou depressa demais.


Imagem compartilhada por Isabella Marinuzzi.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Voo

Convidamos a todos para um voo ao ano de 1989.

Imagens fantásticas de uma Marataízes que deixou saudades. As ruas sem calçamento e a Praia Principal (ou Central) em seu formato original, com areias brancas e finas, chamam a atenção. Um dos primeiros "focos" do vídeo foi para a então recém-inaugurada ponte lingando a Barra do Itapemirim ao Pontal. Também merece destaque ocupação ainda não consolidada de diversos bairros do balneário, que ainda integrava o município de Itapemirim.

À Lagoa do Meio, um comentário especial. Bem maior do que hoje em dia, ela ocupava praticamente todo o lado oposto aos bairros Cidade Nova e Arraias. Conseguimos imaginar como a Lagoa do Meio poderia (e ainda pode, na verdade) estar em uma situação bem diferente daquela que, de forma triste, somos forçados a ver.

O filme é acompanhado de uma trilha sonora que nos faz entrar no clima de paz que ele nos transmite. Feito em uma manhã ensolarada a partir de um sobrevoo de ultraleve (os voos de ultraleve faziam muito sucesso na época), o vídeo, editado e compartilhado por Ronald Mignone a partir de imagens de Marcus Waiandt Filho, é um registro de uma época espetacular e, claro, extremamente saudosa.

Chequem os equipamentos de segurança e bom passeio!

terça-feira, 21 de março de 2017

Esperando na estação

A imagem abaixo foi publicada originalmente no antigo portal "Marataizes.tur", responsável por registrar o passado e divulgar as belezas do nosso município.

Trata-se da estação da Estrada de Ferro Itapemirim localizada na Barra do Itapemirim, próximo ao Trapiche e ao Porto. A fotografia dada dos anos 40 do último século e, apesar da baixa resolução, é possível ver algumas pessoas aglomeradas ao redor da locomotiva, retratando o dinamismo social e econômico trazido pela linha férrea.


segunda-feira, 13 de março de 2017

Praça

A sempre movimentada praça da Barra do Itapemirim nos anos sessenta do último século. 


Observamos o seu casario. Essas fachadas ainda podem ser vistas em alguma parte, mesmo que mutiladas, conferindo ao lugar uma aura histórica que, em todo o município, só pode ser sentida na Barra e em algumas ruas da região central. 

Também chama a atenção a linha férrea. Não é difícil imaginar o dinamismo - não apenas econômico - trazido pelos trilhos para a localidade. A memória associada ao trem em Marataízes atualmente está restrita aos galpões da oficina da Estrada de Ferro Itapemirim, a poucos metros da praça, e à estação do centro.

As pessoas parecem posar para a foto, algo comum num tempo em que, inexistentes ferramentas tecnológicas aliadas ao descartável, se pensava um pouco mais no valor do registro para a posteridade. Também é fácil supor o desejo dos presentes, mesmo sem saber que são essas pessoas, de mostrar uma parte de sua rotina, da qual deviam se orgulhar. 

A imagem compõe o valioso acervo da família Soares, mantido por Ivilisi Soares de Azevedo. Esta e outras fotografias estiveram expostas na antiga sede da Associação Cristã Beneficente - ACB.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Um Esplendor de Alegria!

O carnaval desse ano não contará com os tradicionais desfiles das agremiações "Esplendor da Noite" e "Alegria Alegria", que há aproximadamente três décadas agitam o carnaval da Barra do Itapemirim. Apenas o "Alegria" vai para a avenida, mas com uma apresentação mais compacta do que a dos anos anteriores.

A "Memória Marataízes" espera que as duas escolas voltem fortes para o carnaval de 2018, contando enredos inspiradores e fazendo brotar memórias felizes e duradouras entre os foliões.

Enquanto isso, recordamos cenas dos últimos carnavais e toda a energia vibrante da comunidade da Barra.


Imagens do site Maratimba.com e Marcos Kito.