Quando iniciamos o projeto "Memória Marataízes", há quatro anos, tínhamos a companhia de uma pequena ambição: reunir memórias, mesmo que esparsas, sobre nosso lugar. Conseguimos mais que isso. Aos poucos, mais pessoas foram chegando e compartilhando suas memórias entre si. Registramos algumas lembranças que corriam o risco de se perder. Tivemos a honra restabelecer contato entre velhos amigos com lembranças - algumas hilárias - em comum.
Em que pese o histórico descaso e a ignorância às vezes deliberada sobre aquilo que é "velho", "ultrapassado", não esmorecemos. Sabemos que o resgate, a preservação, a valorização e a divulgação dessas memórias são fundamentais para uma sociedade adoecida, cada vez mais desorientada em meio ao bombardeio pós-moderno e seu o apelo à velocidade e à novidade. O apelo àquilo que é efêmero e artificial tornou-se um concorrente desleal, um assassino de memórias.
Nesse sentido, ainda que aparentemente desconexas, as memórias têm um fio condutor que contribui para construir a identidade local. Por sua vez, manter a identidade, em nosso entender, é condição sem a qual não se pode falar em desenvolvimento sustentável.
Modestamente, assim tentamos cumprir a nossa função social, apesar de algumas dificuldades, que são naturais a um trabalho voluntário e sem qualquer tipo de financiamento (aliás, com algumas despesas). Somos um esforço, tímido, que também deseja lançar luz sobre a necessidade contínua de se fazer algo mais para a memória, a cultura e a história de Marataízes.
Entramos em nosso quinto ano de existência na confiança de que não estamos sozinhos. O carinho que percebemos nas memórias compartilhadas nos trazem essa certeza. A "Memória Marataízes" segue sua jornada.
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segunda-feira, 19 de março de 2018
segunda-feira, 3 de julho de 2017
De volta
Após um breve recesso, estamos de volta para mais uma temporada da "Memória Marataízes".
O ânimo para seguir com o projeto e os nossos objetivos permanecem os mesmos. Melhor: estão reforçados! Queremos continuar contribuindo, ainda que modestamente, para o resgate das memórias sobre o nosso lugar, que é repleto de história e outras riquezas ainda por serem descobertas.
Contamos com a companhia de todos para mais uma etapa da nossa viagem. Sigamos!
O ânimo para seguir com o projeto e os nossos objetivos permanecem os mesmos. Melhor: estão reforçados! Queremos continuar contribuindo, ainda que modestamente, para o resgate das memórias sobre o nosso lugar, que é repleto de história e outras riquezas ainda por serem descobertas.
Contamos com a companhia de todos para mais uma etapa da nossa viagem. Sigamos!
quinta-feira, 2 de março de 2017
Parabéns! Uhul!
Chegamos ao terceiro aniversário. Iniciamos a nossa saga em março de 2014, no Facebook, reunindo amigos saudosos por uma Marataízes que ainda habita, pulsante, em muitas memórias. Algumas imagens e depoimentos depois, decidimos não contar com a instabilidade e o caráter efêmero daquela rede social. Criamos este blog no nosso primeiro aniversário com a intenção de evitar que aquelas postagens se "perdessem" na liquidez do cotidiano.Falta-nos, por vezes, o tempo necessário para desenvolver aquilo que julgamos potência para a "Memória". A ideia inicial - e ela continua viva! - é tornar esse espaço terra fértil para "insights", inspirando pesquisas no âmbito da quase intocada historiografia local, bem como para debates menos compromissados com o rigor acadêmico, além, claro, dos suspiros nostálgicos que nos servem de combustíveis para insistirmos com o projeto.
A nossa missão maior, contudo, é o respeito à história de Marataízes e à memória da nossa gente, pessoas nascidas ou não na "Pérola Capixaba". Assumimos o objetivo de contribuir com o resgate, a valorização e a divulgação dos nossos valores, de aspectos ligados à identidade e do nosso passado, para que ele se faça presente naquilo que deve produzir sentido para a construção de uma sociedade socioculturalmente rica.
A cada comentário, cada imagem ou vídeo que nos chega por meio de amigos/colaboradores, os nossos sinceros agradecimentos! Viva Marataízes!
terça-feira, 16 de agosto de 2016
As memórias da Dinda
Um dos maiores pecados da historiografia local é negligenciar a importância da chamada "história oral". Quando nos falta a "documentação ortodoxa" (e ela nos falta muito!), reflexo da pouco cultivada cultura preservacionista manifestada na ausência de arquivos públicos - ou mesmo particulares - e centros de memória, a "história oral" tem ainda mais relevância.
Agradecemos a Rafaela Brites pelo vídeo e pelas menções à nossa "Memória Marataízes". Agradecemos muitíssimo a Dinda por compartilhar conosco as suas memórias!
Agradecemos a Rafaela Brites pelo vídeo e pelas menções à nossa "Memória Marataízes". Agradecemos muitíssimo a Dinda por compartilhar conosco as suas memórias!
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